O Mercado Único Europeu é uma das grandes conquistas da União Europeia . É uma trave -mestra da integração e tem funcionado ao longo das últimas décadas como um catalisador do crescimento económico da prosperidade e da solidariedade europeias. O problema é que o Mercado Único tem muitas falhas.. Está longe de ser perfeito e de atingir todo o seu potencial e isso impede a economia e as valências produtivas da Europa de darem o seu salto de escala e poderem competir com as grades potências mundiais. É inegável que existem áreas como a dos produtos em que o Mercado Único funciona melhor, mas também longe de atingir o seu potencial, devido à permanência de algumas barreiras internas na circulação de bens, Quanto ao mercado Único de serviços a situação é pior, é um mercado incipiente, funciona mal e continua a existir barreiras e obstáculos em múltiplos níveis, que inibem o seu desenvolvimento pleno. Atualmente os serviços representam cerca de 2/3 do PIB dos países europeus. O futuro depende deste setor, e a europa não conseguiu encontrar o caminho para construir um verdadeiro Mercado Único de Serviços, deixando -se envolver na visão protecionista de algumas lideranças europeias que só olham para o seu umbigo e não estão na Europa para somar, mas para subtrair. Num artigo recente, no Financial Times, Draghi discute alguns constrangimentos da Europa e receio sobre o impacto das tarifas norte - americanas, anunciadas pelo presidente Trump, contra os produtos europeus. Trump quer impor tarifas de 25%, mas Draghi argumenta, com base num estudo do FMI, que as barreiras internas que existem na Europa, impedem que o continente utilize todo o enorme potencial do Mercado Único. Essas barreiras europeias ao Mercado Único, equivalem a uma tarifa de 45% imposta aos bens e uma tarifa de 110% imposta aos serviços. Isto é paradoxal: ficamos indignados e bem com tarifas americanas e as políticas protecionistas de Trump, dos bens e serviços que equivalem a duas vezes as tarifas americanas e as políticas protecionistas de Trump mas, os países europeus continuam a ter barreiras ao livre fluxo de bens e serviços que equivalem a duas vezes as tarifas americanas nos serviços.